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Momentos


E a vida continua... mesmo que de pernas para o ar

Depois de já recuperada, precisei tomar algumas providências práticas na minha vida, já que meu sogro estava com uma leve depressão pós cirúrgica e não poderia mais ficar sozinho em casa com um adolescente para cuidar. Tentamos levá-lo para morar conosco, mas como era de se esperar, não se adaptou, afinal morou a vida toda na mesma casa e seria querer demais que ele se adaptasse a um apartamento em bairro diferente, onde não conhecia ninguém. Como para tudo se dá um jeito, fomos de mala, cuia, babá, cozinheira e todo o aparato para a casa do meu sogro, com a condição que quando acabássemos a nossa casa, ele se mudaria conosco (vamos ver se realmente isso vai acontecer). E cá estamos.

Nem tudo é um mar de rosas, mas tem seu lado positivo, já que a Maria Antônia ama de paixão o avô e o primo, que é um adolescente super gente boa, mesmo que contra todas as probabilidades. O meu sogro já está totalmente recuperado. O José Antônio vive novamente na casa onde cresceu. O Antônio, que é o adolescente, já se adaptou à nossa intromissão em sua vida (aliás, sobre o Antônio farei um post à parte). E eu???

Bom, eu estou tentando equilibrar minha vida que se resumiu a um quarto, sendo que meus sapatos ainda estão nas caixas na garagem e acredito que por lá permanecerão ainda por um looongo tempo, assim como muita coisa minha que está dentro das caixas em algum lugar. Mas, tirando a brincadeira dos sapatos e das caixas, a verdade é que venho tentando conciliar as necessidades de todos às minhas possibilidades, o que nem sempre é fácil.

Para quem olha de fora, pode parecer até simples, mas não tem sido simples viver em uma casa com uma criança de 3 anos, um adolescente de 16, um adulto de 50 e um senhor de 83, cada um com uma necessidade, uma prioridade e um pensamento sobre tudo. Tento me desdobrar em mil, mas não tem sido fácil. Mas acho que tem sido uma experiência até interessante (nossa, interessante soa até engraçado), diante do tumulto que é minha vida. Mas por outro ângulo, não posso reclamar de rotina ou de marasmo.

É, meu lado Pollyana continua à toda, pois escrevendo aqui, vejo que gosto da minha vida, tal qual ela é.

Bjs.

Ju



Escrito por Ju às 15h47
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Por onde andei

Neste período em que estive afastada muita, mas muita coisa mesmo aconteceu na minha vida. Parei de trabalhar e agora estou pensando em recomeçar. Estudei durante todo o ano. Minha mãe e meu sogro tiveram enfartos com um mês de diferença entre um e outro, sendo que minha mãe colocou dois 'stents' e meu sogro 6 safenas e 1 mamária... Foi um susto danado.

Susto maior foi que na mesma época, descobri um tumor enorme que estrangulava minha carótida e que necessitava de cirurgia urgente para retirada. Quanta angústia, quanto desespero, quanto medo. Pesquisava dia e noite sobre o tal 'quimiodectoma' e nada. E quanto menos eu sabia, mais aflita ficava. Medo de morrer e deixar minha filha tão nova. Medo de não ter vivido minha vida de modo a deixar exemplos, lembranças e recordações que a fariam se orgulhar da mãe que teve. Mas enfim, depois de visitas a vários especialistas em diversas cidades, decidi que iria operar aqui mesmo em Uberlândia, com um médico super recomendado e que por coincidência, era o único que já havia inclusive, apresentado trabalho sobre o tema em congressos internacionais. Segundo ele, a cirurgia seria muito delicada, demorada, mas não não séria. Me alertou para eventuais sequelas (comprometimento de nervo facial e cordas vocais, inclusive possibilidade de rouquidão permanente).

Quando acordei da cirurgia, me sentia bem, meio grogue, é verdade, mas bem. Ao perguntar para a enfermeira quando iria para o quarto, veio a resposta: -Não existe previsão de sua saída da UTI. UTI??? Como assim??? Eu iria do Centro Cirúrgico direto para o apartamento. Por favor, o médico, meu marido, minhas amigas. Quero respostas agora. Resumo: minha cirurgia foi um tanto quanto complicada, durou aproximadamente sete horas, meu quadro clínico era bom, mas o médico tinha quase certeza de que ficariam sequelas, pois o tumor era infinitamente maior do que detectado nos exames.

Mas, felizmente, não tive sequelas permanentes, somente uma rouquidão temporária, um pouco de 'língua presa', que também já passou e uma cicatriz no pescoço, que nem me incomoda, pois ao olhar para ela, agradeço por estar viva, junto da minha filha e do meu marido que amo tanto.

Após um tempo, depois de já completamente recuperada da cirurgia e com a vida de cabeça para baixo, resolvi que era hora de me dar um presente e lá fui eu para Nova York, numa viagem organizada pela minha professora de inglês. Um grupo muito, mas muito eclético, como vocês verão pelas fotos, mas muito, muito animado. A viagem foi ótima e voltei pronta para recomeçar minha vida, numa nova casa, com a família com novos membros, enfim, com a vida de pernas para o ar, mas com saúde.

Mas, para não ficar muito, muito cansativo, vou colocando as novidades aos poucos, em doses homeopáticas, afinal é muita informação para um dia só.

Bjs e coloco aqui algumas fotos de minha viagem para NY. Depois eu conto com detalhes.

Ju

Viram só que turma mais eclética??? Tinha adolescente meio punk a senhora de quase 80 anos que comia cachorro quente em pé junto com a gente. Diversidade e diversão total!!! Valeu a pena. Depois conto detalhes das viagens que fiz ano passado



Escrito por Ju às 16h54
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